Tribunal coreano emite decisão para proteger as gerações futuras da crise climática.

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Em uma decisão histórica, o Tribunal Constitucional da Coreia declarou partes da Lei de Neutralidade de Carbono inconstitucionais, pois a legislação não estabelece metas de redução de gases de efeito estufa para além de 2030, transferindo assim o ônus da ação climática para as gerações futuras. Isso representa um avanço significativo para o litígio climático global, já que é a primeira vez que a crise climática é reconhecida como uma questão de direitos constitucionais no país, e os direitos das gerações futuras são reconhecidos.

 

A decisão decorre de um processo movido por uma coligação de jovens ativistas climáticos, incluindo membros da organização ambiental juvenil Youth 4 Climate Action. Os queixosos argumentaram que a lei, ao estabelecer a meta de redução de emissões em 40% até 2030 (em vez de 2049), em comparação com os níveis de 2018, não protege adequadamente os seus direitos nem os das gerações futuras. O tribunal concluiu que a ausência de uma meta mais ambiciosa violava o dever constitucional do Estado de proteger os seus cidadãos dos efeitos adversos da crise climática.

 

A decisão exige que o governo sul-coreano estabeleça um caminho claro e baseado na ciência para alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Isso pode envolver o estabelecimento de metas mais ambiciosas. A sentença também envia uma mensagem forte para outros países ao redor do mundo: a crise climática não é apenas uma questão política ou ambiental, mas uma questão de direitos humanos que os tribunais estão cada vez mais dispostos a abordar.

 

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