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O IAC 21 do Superior Tribunal de Justiça e o futuro do fraturamento hidráulico no Brasil

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fracturamento hidraulico fracking Em setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil emitirá uma sentença em um dos casos mais importantes dos últimos anos para o futuro da política energética e da proteção ambiental e climática no país. O Incidente de Assunção de Jurisdição nº 21 (IAC 21) aborda a possibilidade de exploração de petróleo e gás não convencionais por meio da fratura hidráulica, ou fracking.
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Centros de dados: o foco emergente dos litígios climáticos globais

Notícias
Google data center EUA

 

Os centros de dados foram identificados como uma nova e importante fronteira no litígio climático global. Essa constatação é destacada no relatório “As Tendências Globais no Litígio sobre Mudanças Climáticas: Panorama de 2026”, publicado pelo Instituto de Pesquisa Grantham da London School of Economics e pelo Centro Sabin de Direito das Mudanças Climáticas da Universidade Columbia.

 

Segundo a publicação, há um aumento significativo de processos judiciais contra centros de dados, com casos que vão do Chile à Irlanda, passando pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos.

 

Um dos primeiros processos judiciais documentados no relatório ocorreu em 2020 em Santiago, no Chile, quando o Google planejou construir um centro de dados na região de Cerrillos. Os demandantes contestaram as licenças concedidas, argumentando sobre o impacto no abastecimento de água da cidade, já afetado pela seca agravada pelas mudanças climáticas.

 

Na Europa, o epicentro dessas disputas é a Irlanda, um país cujo governo promove a expansão do setor e onde os centros de dados já consomem mais de um quinto da eletricidade nacional. Nos Estados Unidos, uma ação judicial que contestava o processo de licenciamento para um novo centro de dados na Califórnia resultou em um acordo em dezembro de 2025, que incluiu o compromisso de usar energia renovável e água reciclada para resfriar os servidores.

 

Segundo o relatório, nesse padrão de litígio, as ações judiciais podem impulsionar mudanças na tomada de decisões relacionadas ao clima, mesmo sem uma sentença favorável.

 

Mais informações aqui e aqui .

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Granada: Tribunal encontra falhas na avaliação ambiental de projetos

Alerta
Isla de Granada

 

A Grenada Land Actors — um grupo composto por organizações, usuários de terras privadas, ativistas e profissionais independentes — processou a Autoridade de Planejamento e Desenvolvimento de Granada, uma ilha altamente vulnerável às mudanças climáticas, por aprovar três projetos de desenvolvimento em larga escala que não possuíam avaliações de impacto ambiental adequadas. O Tribunal Superior de Granada considerou que a autoridade estatal agiu de forma inadequada, estabelecendo precedentes importantes, entre outras coisas, para a proteção de manguezais e áreas protegidas, que são cruciais para a mitigação das mudanças climáticas no Caribe.

 

Mais informações no processo , o primeiro do gênero em Granada.

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Cidadão mexicano processa governo por negligência na proteção de área natural protegida.

Alerta
ciudad de oaxaca

 

Um cidadão zapoteca, representando a comunidade de San Bartolo Coyotepec, em Oaxaca, entrou com uma ação judicial contra autoridades municipais, estaduais e federais do México por negligência na proteção do Parque Nacional Benito Juárez (uma área natural protegida), violando assim seu direito a um meio ambiente saudável e os direitos territoriais de seu povo. A Suprema Corte de Justiça da Nação decidiu a favor do autor da ação, invocando instrumentos progressistas como o Acordo de Escazú e o Parecer Consultivo 32/2025 da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a emergência climática.

 

Mais informações no processo .

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Suprema Corte da Costa Rica ordena inclusão de riscos climáticos em avaliações de impacto ambiental.

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patio de los tribunales costa rica

 

O Tribunal Constitucional da Costa Rica ordenou à Secretaria Técnica Nacional do Meio Ambiente (Setena) que incorpore, no prazo de 18 meses, a análise dos impactos climáticos — bem como as ações de adaptação e mitigação — nos procedimentos de avaliação de impacto ambiental (AIA) para atividades, obras e projetos.

 

A decisão responde a um recurso interposto por um advogado e professor de direito ambiental, no qual se argumentava que houve violação do direito das gerações presentes e futuras a desfrutar de um clima seguro, como parte do direito a um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado.

 

Segundo a demandante, o Regulamento de Avaliação, Controle e Monitoramento Ambiental (2022) não inclui a obrigação de avaliar os riscos e impactos climáticos nos procedimentos de EIA (Estudo de Impacto Ambiental). Além disso, a SETENA (Secretaria Técnica Nacional do Meio Ambiente) não emitiu diretrizes, acordos ou resoluções administrativas para avaliar atividades, obras ou projetos que gerem riscos e impactos climáticos. Essa omissão significa que a variável climática não é avaliada diretamente e que medidas de mitigação ou adaptação não são exigidas dos desenvolvedores de projetos.

 

O recurso cita obrigações assumidas pela Costa Rica em instrumentos internacionais como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o Acordo de Paris e a Convenção Centro-Americana sobre Mudança do Clima; além de jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Corte Internacional de Justiça, do Tribunal Internacional do Direito do Mar e da própria Câmara Constitucional.

 

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Tribunal suspende megaprojeto de gás e protege baleias no Golfo da Califórnia.

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baja california golfo

 

Em resposta a uma liminar impetrada em setembro de 2025, um tribunal mexicano concedeu uma suspensão definitiva à autorização dada pelo governo ao projeto Saguaro, que visa converter uma antiga usina de regaseificação em uma planta de gás natural liquefeito para exportação marítima de Puerto Libertad, no estado mexicano de Sonora, para a Ásia.

 

A decisão envolve a proteção do Golfo da Califórnia, um dos ecossistemas marinhos com maior biodiversidade do planeta, lar de baleias migratórias e residentes, como a baleia-azul, a baleia-cinzenta, a baleia-jubarte e a baleia-fin. A implementação do projeto pela Mexico Pacific Limited implicaria mais de 600 escalas por ano de enormes embarcações, concentradas em áreas habitadas por baleias durante todo o ano, aumentando a probabilidade de colisões graves e fatais para esses grandes cetáceos.

 

A ação judicial que busca contestar as licenças do projeto em nome das baleias foi movida por uma coalizão de organizações. “Todo o projeto Saguaro geraria mais de 73 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Isso representa mais de 10% das emissões anuais do México!”, alerta Nora Cabrera, advogada e diretora da Nuestro Futuro, uma das organizações autoras da ação, em entrevista ao El País.

 

A decisão permanecerá em vigor até que seja proferida uma sentença final no processo de amparo, que não tem data específica.

 

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O Greenpeace vai recorrer da decisão que o obriga a pagar 345 milhões de dólares pelas manifestações contra o oleoduto.

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greenpeace usa protest

 

O Greenpeace Internacional e o Greenpeace EUA anunciaram que solicitarão um novo julgamento e, se necessário, recorrerão ao Supremo Tribunal de Dakota do Norte, EUA, da decisão de um Tribunal Distrital que os condenou a pagar US$ 345 milhões em indenização à empresa Energy Transfer.

 

A decisão final do caso, emitida em 27 de fevereiro por um juiz do Dakota do Norte, coincidiu com uma decisão anterior proferida por ele em outubro, na qual reduziu quase pela metade a indenização de US$ 667 milhões que um júri havia concedido à empresa de gasodutos em março.

 

A Energy Transfer entrou com uma ação judicial contra o Greenpeace em 2017, acusando a organização de espalhar mentiras sobre o projeto Dakota Access — localizado perto da reserva indígena Standing Rock Sioux Tribe — e de pagar manifestantes para interromper a construção do oleoduto.

 

“Denunciar empresas que prejudicam o meio ambiente nunca deve ser considerado ilegal”, disse Marco Simons, consultor jurídico interino do Greenpeace EUA e do Greenpeace Fund.

 

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5 pontos-chave para compreender os desafios atuais das organizações da sociedade civil em relação à justiça ambiental e climática no México.

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parque mexicano naturaleza As organizações da sociedade civil são atores-chave não apenas na conscientização sobre os problemas ambientais, mas também como um dos principais motores das ações para solucioná-los. No entanto, decisões judiciais recentes e reformas legais no México representam novos desafios ao seu trabalho, que inclui, entre outras atividades, recorrer aos tribunais para defender o meio ambiente.
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